O que é o Teste do Coraçãozinho

Teste do Coraçãozinho - triagem neonatal

O teste do coraçãozinho serve para detectar problemas cardíacos nos recém-nascidos como forma de triagem inicial e permite identificar precocemente se o bebê tem alguma doença congênita grave no coração.

Quando é feito?

O exame de oximetria de pulso, mais conhecido como “Teste do Coraçãozinho” já é realizado, em alguns estados do Brasil, há cerca de um ano, como parte da triagem neonatal obrigatória nas maternidades públicas e privadas. Deve ser realizado em todos recém-nascidos aparentemente saudáveis acima de 34 semanas entre 24 e 48h de vida, antes da alta hospitalar.

Veja aqui a lista dos locais onde a realização do teste já é lei:

http://www.pequenoscoracoes.com/teste-do-coracaozinho/o-que-e.html?id=428

Como é feito?

Os batimentos do bebê e a oxigenação do sangue são medidos com uma pulseirinha na mão e no pé com um aparelho chamado “oxímetro”. Não deve haver diferença entre a medida de oxigenação na mão e no pé (margem de 3%) e a medida deve ser maior que 95% nos membros. O teste não dói, é fácil e rápido. A realização deste teste não descarta a necessidade de realização de exame físico minucioso e detalhado do recém-nascido, antes da alta hospitalar.

E o que acontece se der alterado?

Quando é positivo, o teste deve ser repetido em 1h. Caso a alteração se mantenha, o bebê é submetido ao exame de ecocardiograma (ultrassom do coração) para confirmar o diagnóstico. Caso haja cardiopatia, o pediatra irá tomar as medidas imediatas necessárias.

Todas as cardiopatias são detectadas com esse teste?

Não. Somente algumas cardiopatias críticas podem ser detectadas (aquelas com um baixo nível de oxigênio no sangue).

Então por que é tão importante?

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, cerca de 10 em cada 1000 nascidos podem apresentar alguma malformação congênita do coração. Cerca de 20% dessas crianças podem ter quadros mais graves e precisar de intervenção médica urgente. Em algumas doenças, nas primeiras 48h de vida apenas a oxigenação está alterada, não sendo possível ainda detectar sopros ou outras alterações devido à fase de transição da circulação do bebê. Em torno de 30% dos recém-nascidos com cardiopatia crítica recebem alta hospitalar sem o diagnóstico, e evoluem para choque, hipóxia ou óbito precoce, antes de receber tratamento adequado. As cardiopatias congênitas representam cerca de 10% dos óbitos infantis e cerca de 20 a 40% dos óbitos decorrentes de malformações.

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